Entre as novas bolsas para residentes em medicina, resultado do edital deste ano, 2.145 fazem parte de novos programas de residência e outras 1.450 são novas bolsas para ampliação de vagas de programas já existentes. Somada ao total de bolsas já financiadas pelo Ministério da Saúde, a oferta chegará a 6,4 mil bolsas. Para financiar as 3,6 mil vagas, serão gastos R$ 262,8 milhões.
As vagas ofertadas fazem parte do programa Pró-Residência, criado em 2010 pelo governo federal, que disponibiliza bolsas no valor R$ 2.976,26 nas especialidades da Medicina com maior demanda no Sistema Único de Saúde (SUS). Os novos residentes devem começar em março, após a aprovação das vagas pela Comissão Nacional de Residência Médica e divulgação de novo edital pelas instituições.
Distribuição
A maior parte das bolsas de residência médica será ofertada na região Sudeste (2.278). Em seguida vem região Sul (591), Nordeste (474), Norte (182) e Centro-Oeste (88).
Serão abertas 1.086 novas vagas para residência multiprofissional, ofertadas em 92 novos programas e 10 já existentes. Entre os novos programas, 30 são de instituições que nunca haviam solicitado bolsas. A maior parte destas bolsas será disponibilizada na região Sudeste (424). Em seguida vem a região Nordeste (298), com o Ceará ofertando o maior número de bolsas, 105. O Sul vai abrir 239 novas vagas, o Norte ofertará 63 e o Centro-Oeste 20.
As bolsas de residência multiprofissional são distribuídas em 14 categorias profissionais e 19 áreas prioritárias. A maior parte é para Enfermagem (331), Fisioterapia (133), Psicologia (117) e Farmácia (114). Haverá ainda bolsas para Nutrição (93), Odontologia (82), Serviço Social (80), Terapia Ocupacional (44), Veterinária (34), Fonoaudiologia (29), Educação Física (16), Física Médica (6), Biomedicina (4) e Biologia (3). Entre as áreas contempladas estão Atenção Básica, Urgência e Trauma, Saúde do Idoso e Atenção ao Câncer.
Além destas vagas, serão ofertadas 691 bolsas para especialistas seguindo a regra instituída em julho deste ano que estabeleceu que, para cada duas novas vagas criadas em uma das 27 especialidades prioritárias, o ministério pagaria uma bolsa já existente que antes era financiada pela instituição.
O Ministério da Saúde pretende cobrir a contrapartida dos hospitais filantrópicos das bolsas financiadas pelos governos estaduais. Segundo o órgão, a ampliação das vagas no setor filantrópico estava travada pela dificuldade de ter verba dos hospitais filantrópicos para financiar esta parte das bolsas. A contrapartida dos hospitais equivale a 15% do valor de cada bolsa. O valor a ser investido no setor será de R$ 17 milhões.
Fonte: O Povo Online.
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