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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Info Post
Proliferação de animais que transmitem doenças, risco de incêndios, desabamentos e insegurança por causa da presença de usuários de drogas são alguns dos perigos dos imóveis desabitados que se espalham pela cidade.

De 1,1 milhão de imóveis existentes em Fortaleza, 163 mil (14,8%) estavam fechados durante visita de agentes sanitaristas, feita entre os meses de junho e agosto deste ano. Abandonadas, desabitadas ou desocupadas, as edificações não recebem manutenção, oferecendo riscos à população. Notificações e multas tentam fazer com que proprietários cuidem dos bens, enquanto uma lei, que ainda precisa ser regulamentada, prevê a vistoria periódica de construções abandonadas.

O número de imóveis fechados foi levantado pelos agentes de endemias da Célula de Vigilância Ambiental de Risco Biológico da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Os grupos visitam todos os imóveis da cidade. De acordo com a SMS, cerca de 20% dos locais estão em condição absoluta de abandono. O restante é de imóveis fechados temporariamente.

Transmissão de doenças, risco de incêndios e desabamentos, além da presença de usuários de drogas, são alguns dos problemas aos quais vizinhos e transeuntes estão 
expostos. 

Na avenida Eduardo Girão, entre a rua Jorge Dumar e a avenida dos Expedicionários, quase um quarteirão inteiro é composto por ruínas de construções, mato alto e lixo. “São uns 30 imóveis. Há 17 anos, quando cheguei aqui, a maioria já estava nesse estado. Já houve invasão umas quatro vezes e usam muita droga lá dentro. Seria bom que as autoridades procurassem os donos”, disse o comerciante José Ubirajara Ferreira, 44.

Duas casas na rua José Lourenço, entre as ruas Afonso Celso e Torres Câmara, estão desabitadas há aproximadamente um ano, de acordo com uma das vizinhas, a cabeleireira Margarida Tomé, 70. “Agora tem um casal de moradores de rua lá. Sair à noite aqui é um risco porque você nunca sabe quem está lá dentro. A vizinhança fica toda vulnerável”, afirmou.

No mesmo quarteirão da José Lourenço, um edifício de 12 andares também está abandonado. Mas, dentro dele, nunca houve nenhum morador. O comerciante Marcos Vinícius Teixeira, que mora ao lado do prédio, contou que a estrutura de concreto foi erguida há pelo menos 30 anos. “Teve época que tinha até 20 pessoas morando lá, que invadiram. A construtora responsável acabou falindo”, relembrou. Outros 17 andares foram levantados na esquina da avenida Antônio Sales com a rua Nunes Valente. Há décadas são morada apenas de pássaros.

O POVO visitou quatro pontos com casas ou construções abandonadas. Nas duas edificações visitadas, apenas em uma, na Antônio Sales, houve identificação da construtora responsável. A funcionária da empresa informou que a definição quanto a intervenções no prédio acontecerá apenas em janeiro de 2014.
FONTE: O Povo Online.
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