“No Brasil, os fósseis só podem ser explorados para fins científicos e com autorização”, explicou o delegado Adauto Machado.
A Operação Munique, como foi chamada a ação, teve início há um ano, a partir da apreensão de pedras semipreciosas enviadas ilegalmente ao exterior. O comércio de pedras preciosas ou semipreciosas não é ilegal no Brasil, desde que haja autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral.
Os investigadores ainda não conseguiram identificar se a venda das pedras era feita de maneira legal ou ilegal, mas se certificaram que eram utilizadas para encobrir os fósseis enviados para receptadores estrangeiros. Lá fora, os fósseis eram negociados com colecionadores particulares, sites de vendas e museus da Europa e Estados Unidos.
A maior parte dos fósseis era procedente do Crato, no Ceará, onde eram extraídos. “Eles extraíam os fósseis na Bacia do Araripe e depois se reportavam a um alvo em São Paulo, que era quem coordenava o esquema criminoso. O alvo de São Paulo contactava o alvo de Minas Gerais, na região de Curvelo, que era o responsável pela exportação do material. A pessoa (de Minas Gerais) recebia os fósseis, ocultava-os em barris, como se fossem pedras e exportava como se fossem pedras semipreciosas, porque aí a exportação seria feita de forma 'lícita'”, explicou o delegado.
Segundo Machado, ainda não é possível afirmar se os museus internacionais tinham conhecimento de que recebiam mercadorias contrabandeadas ou até mesmo se eles faziam parte do esquema criminoso.
Os investigados vão responder por crimes de furto qualificado de bem da União, receptação qualificada, contrabando e organização criminosa. As penas máximas, somadas, podem atingir 20 anos de prisão.
FONTE: O POVO ONLINE.
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