De acordo com o presidente, a proposta da Fenaban trouxe indignação aos trabalhadores porque não atende às reivindicações da categoria. Em greve há 16 dias, os bancários receberam nesta sexta-feira proposta que eleva de 6,1% para 7,1% (aumento real de 0,97%) o índice de reajuste sobre os salários e para 7,5% sobre o piso salarial (ganho real de 1,34%) e de aumento de 10% na parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cuja fórmula de cálculo será mantida.
Pela proposta, o piso dos bancários passaria a R$ 1.632,93 e a PLR para, no mínimo, R$ 1.694 (limitada a R$ 9.011,76). Segundo a Fenaban, dependendo do lucro do banco, a PLR de um caixa, por exemplo, pode chegar a 3,5 salários.
De acordo com Juvandia, os trabalhadores deverão manter as reivindicações: índice de 11,93% (aumento real de 5%), piso salarial de R$ 2.860,21 e PLR de três salários-base, mais parcela adicional fixa de R$ 5.553,15. Os bancários também pedem valorização dos vales refeição e alimentação (no valor de um salário mínimo, R$ 678) e melhores condições de trabalho, com o fim das metas individuais e abusivas.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários, a realização da primeira reunião de negociação com a Federação Nacional só ocorreu em virtude da força dos grevistas.
FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE
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