Nota de desagravo foi emitida pelo Conselho Estadual de Saúde devido ao ato da última segunda-feira...
A Secretaria de Saúde do Estado, o Conselho Estadual da Saúde e o Ministério da Saúde divulgaram, nesta terça-feira (27), uma nota de desagravo classificando comoxenofóbica a manifestação feita pelo Sindicato dos Médicos do Ceará (Simec) e 40 médicos contra os profissionais cubanos e outros estrangeiros na noite da última segunda-feira (26). "Assistimos, lamentavelmente, a uma demonstração de intolerância e xenofobia do Sindicato dos Médicos do Ceará e um grupo de 40 jovens médicos para com os médicos cubanos e outros estrangeiros", segundo a nota. Representante do Ministério da Saúde pediu retratação do Simec FOTO: FABIANE DE PAULA
A nota foi lida, nesta manhã, durante coletiva de imprensa na Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) por entidades ligadas à Saúde. "Fazemos um apelo a todas as entidades médicas para que respeitem os médicos cubanos e outros estrangeiros, que os acolham como merecem".
Para o secretário de gestão estratégica e participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, o protesto "foi um ato de truculência, violência, agressividade, xenofobia, preconceito e racismo". Odorico exigiu uma retratação do sindicato dos médicos. "Médicos por serem trabalhadores do governo cubano, por serem negros, por estarem praticando atos de solidariedade internacional não podem ser chamados de escravos".
O desagravo contou com a participação de representantes do Conselho Municipal de Saúde de Fortaleza, Conselho Estadual de Saúde, prefeituras e Câmara Municipal.
A equipe de reportagem entrou em contato com o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, José Maria Pontes, que durante toda a tarde esteve com o telefone desligado.
Médicos cubanos são hostilizados em aula inaugural em Fortaleza
Os estrangeiros e autoridades foram vaiados e xingados pelos manifestantes após a solenidade de abertura do treinamento, todas as saídas da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) foram cercadas, impedindo a saída dos participantes por cerca de uma hora. A Polícia Militar solicitou que os médicos cearenses liberassem a saída.
O presidente do sindicato pediu para os colegas formarem um corredor para vaiar os cubanos e as autoridades. “Os médicos não são violentos. Vaia não é violência e eles vão receber a maior vaia da vida deles”, disse José Maria Pontes. Quando as portas abriram, além da gritaria houve insultos aos estrangeiros, acusados de virem ao Brasil para fazer um trabalho escravo.
Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE
0 comentários:
Postar um comentário
DEIXE O SEU COMENTÁRIO!
Confira nossa matéria e deixe seu comentário.
A sua opinião é muito importante para nós.
DIREÇÃO Portal de Noticias FALA SÉRIO CARIRI