Um homem que diz ser guardador de carros oferece a droga - uma mistura de maconha com crack - para a equipe. Outro consome no meio da rua
Na terça-feira, a polícia do Rio de Janeiro fez uma grande apreensão de zirrê, que mistura o crack e a maconha. A equipe do Bom Dia Brasil percorreu o centro da cidade nos últimos dias e flagrou a venda e o consumo liberado da droga nas ruas.
A noite é movimentada. Jovens se aglomeram, e tem novidade perigosa na praça. O nome: zirrê, ou desirré, uma mistura de crack e maconha. Em pouco tempo caminhando pelo local se percebe como é fácil conseguir a droga.
Traficante: Quer pegar alguma coisa?
Repórter: Tem um zirrê?
Traficante: Só buscar ali.
Repórter: Tem um zirrê?
Traficante: Só buscar ali.
O homem diz que é guardador de carros. “Pode confiar mano, trabalho no estacionamento, meu parceiro. Eu boto o carro ali direto”.
Mas além de guardar carros ele está ali para oferecer drogas para quem passa. “Mano, é boca de fumo, só tem uma saída e uma entrada. Pode confiar mano. Qual foi? Sou moleque não”.
Ele diz quanto custa o zirrê. “De R$ 20, bolado, pedrão”.
Nossa equipe foi embora sem comprar a droga, mas, poucos passos depois, foi abordada por outro traficante.
Repórter: Isso aqui é o quê?
Traficante: É desirré.
Repórter: zirrê?
Traficante: É.
Repórter: Mas não tem que misturar?
Traficante: Tem que misturar.
Repórter: E quanto é esse aqui?
Traficante: R$ 10.
Repórter: R$10?
Traficante: É.
Traficante: É desirré.
Repórter: zirrê?
Traficante: É.
Repórter: Mas não tem que misturar?
Traficante: Tem que misturar.
Repórter: E quanto é esse aqui?
Traficante: R$ 10.
Repórter: R$10?
Traficante: É.
Em seguida o homem fica desconfiado. “Te perguntei: ‘Você é polícia?’. Você falou não. Está tranquilo”.
Os usuários consomem o crack e a maconha de forma combinada. Um homem preparava o zirrê na calçada, e também nos ofereceu a droga.
Traficante: Esse que é o zirrê. Está vendo?
Repórter: Você bota o quê?
Traficante: Crack e a maconha.
Repórter: Você bota o quê?
Traficante: Crack e a maconha.
Ele fuma sem se importar com a nossa presença. “A diferença dele para o crack é que demora mais, rende mais”.
Mais uma vez nossa produção não faz negócio. Especialistas que já vêm lidando com o zirrê dizem que ele é o primeiro contato de muitos adolescentes com o crack. E que apesar de parecer uma droga mais leve, o zirrê, na verdade, é uma grande armadilha.
“A predominância é entre adolescentes de classe baixa e média. É uma droga muito perigosa principalmente pela associação com o crack. Causa uma interação e uma potencializa a outra”, explica Ivone Ponczek, diretora do Nepad da UERJ.
Todos os flagrantes foram registrados no Centro do Rio, perto de uma delegacia e do prédio onde funciona a chefia de Polícia Civil do Rio de Janeiro.
A polícia está nas ruas, mas neste comércio tem gente que aposta na volta da clientela.
“Consigo o que você quiser agora”, diz um traficante.
“Consigo o que você quiser agora”, diz um traficante.
fonte: Jornal Bom dia Brasil.

.jpg)
0 comentários:
Postar um comentário
DEIXE O SEU COMENTÁRIO!
Confira nossa matéria e deixe seu comentário.
A sua opinião é muito importante para nós.
DIREÇÃO Portal de Noticias FALA SÉRIO CARIRI