Filme amador, produzido nos EUA, incita o ódio aos muçulmanos e provoca onda de violência
A figura de Maomé é atacada em longa amador, cujos autores se escondem por trás do anonimato
Ódio e ofensas de um lado, revolta e violência do outro. O filme norte-americano "The Innocence of Muslims" ("A Inocência dos Muçulmanos"), supostamente escrito e dirigido por Nakoula Basseley Nakoula, sob o pseudônimo "Sam Bacile" teve uma sequência de 14 minutos postada na Internet. Na tela, uma caricatura agressiva do poeta Maomé.
A ofensa foi respondida por uma série de protestos, que se espalha por diversos países do Oriente Médio, desde o último dia 11 - 11 de setembro. Coincidência? Os protestos começaram no Egito e rapidamente se espalharam pelo Iêmen e pela Líbia, onde o embaixador norte-americano John Christopher Stevens foi morto, num atentado que deixou outras quatro vítimas fatais.
Um site inglês ligou a produção ao pastor Terry Jones, um cristão radical que queimou o Alcorão, em abril passado. Jones não negou a participação na produção. O certo é que postou o filme em seu site - www.standupamericanow.org -, do qual já foi deletado.
E que filme é este, "The Innocence of Muslims"? Claramente, uma provocação. Tanto que se seus realizadores se esconderam sob pseudônimos. Primeiro, o filme não tem apenas este título, mas dois outros: "Muhammad´s Trial" e "Muhammad, the Prophet of Muslims" ("O Julgamento de Maomé" e "Maomé, o Profeta dos Mulçumanos", respectivamente). Cada um deles tem um trailer com cenas diferentes, divulgados em sites na internet.
Segundo informações da imprensa estadunidense, o filme foi rodado nos EUA durante três semanas no ano passado, com 45 pessoas na equipe técnica e cerca de 60 atores - todos desconhecidos - e teria a duração de 120 minutos. No final, foi dublado para a árabe egípcio.
Charges & filmes
A figura de Maomé é atacada em longa amador, cujos autores se escondem por trás do anonimatoÓdio e ofensas de um lado, revolta e violência do outro. O filme norte-americano "The Innocence of Muslims" ("A Inocência dos Muçulmanos"), supostamente escrito e dirigido por Nakoula Basseley Nakoula, sob o pseudônimo "Sam Bacile" teve uma sequência de 14 minutos postada na Internet. Na tela, uma caricatura agressiva do poeta Maomé.
A ofensa foi respondida por uma série de protestos, que se espalha por diversos países do Oriente Médio, desde o último dia 11 - 11 de setembro. Coincidência? Os protestos começaram no Egito e rapidamente se espalharam pelo Iêmen e pela Líbia, onde o embaixador norte-americano John Christopher Stevens foi morto, num atentado que deixou outras quatro vítimas fatais.
Um site inglês ligou a produção ao pastor Terry Jones, um cristão radical que queimou o Alcorão, em abril passado. Jones não negou a participação na produção. O certo é que postou o filme em seu site - www.standupamericanow.org -, do qual já foi deletado.
E que filme é este, "The Innocence of Muslims"? Claramente, uma provocação. Tanto que se seus realizadores se esconderam sob pseudônimos. Primeiro, o filme não tem apenas este título, mas dois outros: "Muhammad´s Trial" e "Muhammad, the Prophet of Muslims" ("O Julgamento de Maomé" e "Maomé, o Profeta dos Mulçumanos", respectivamente). Cada um deles tem um trailer com cenas diferentes, divulgados em sites na internet.
Segundo informações da imprensa estadunidense, o filme foi rodado nos EUA durante três semanas no ano passado, com 45 pessoas na equipe técnica e cerca de 60 atores - todos desconhecidos - e teria a duração de 120 minutos. No final, foi dublado para a árabe egípcio.
Charges & filmes
O escritor Salman Rushdie revolve as memórias dos anos em que viveu escondido
Flagrantemente, o filme é uma provocação, a qual já começa com o título, tratando os muçulmanos como inocentes e inconscientes quanto a Maomé, acusado de ser uma fraude. Nos trailers, diferentes cenas trazem os diálogos entre personagens tratando de revelações sobre a vida de Maomé, retratado como um falso profeta, um namorador irresponsável, violento e praticante de abusos sexuais, cujos seguidores são apresentados como capangas.
O filme, para os muçulmanos, é tão ofensivo quanto às caricaturas de Maomé publicadas em 2005 por um jornal dinamarquês, que assim desencadeou uma semelhante onda de protestos e violência em vários países muçulmanos. As caricaturas, por sinal, reapareceram, agora no semanário do caricaturista francês Charles Hebdo, conhecido como Charb, que coloca mais lenha na fogueira dos protestos e fez a o governo aumentar a segurança e ampliar o policiamento nas ruas do país.
Na tentativa de apagar o fogo que ameaça se alastrar pelo Oriente Médio, o governo dos EUA empreendeu uma caçada aos realizadores da película, que, soube-se, foi exibida num cinema de Los Angeles, praticamente sem a presença do público.
O FBI chegou a um homem chamado Sam Basile, que seria o produtor. Basile teria investido US$ 5 milhões na produção, dinheiro este doado por mais de "100 investidores judeus" - segundo seu depoimento.
Entrevistado por telefone pelo Wall Street Journal e a Associated Press, Basile, um corretor imobiliário israelense-americano de 54 anos, nativo do sul da Califórnia, culpou a fragilidade do sistema de segurança da embaixada pela morte do embaixador do país na Líbia. Ele disse que seu filme é "político", mas não religioso.
"Este é um filme político. Os EUA perderam um monte de dinheiro e milhares de pessoas nas guerras no Iraque e no Afeganistão, mas estávamos lutando com ideias", disse o cineasta. Ele encerrou a entrevista afirmando que o Islã é "uma religião do ódio".
O site estadunidense localizou Steve Klein, ativista católico de Riverside, Califórnia, que trabalhou com consultor no filme de Basile, após assisti-lo, avisou-o que ele seria o próximo "The Van Gogh". Ele se refere ao polêmico cineasta alemão, antirreligioso fanático, assassinado em 2004 após ter escrito artigos para um jornal holandês citando Maomé como um pedófilo e ter feito um filme, "Submission", sobre a submissão dos muçulmanos ao profeta. Seu assassino, o terrorista Mohammed Bouyeri, foi no ano seguinte condenado à prisão perpétua, sem direito a condicional, por um tribunal dos EUA.
Porém, Klein deixou para o final da entrevista uma revelação que elucidou quanto ao responsável pelo filme, ao afirmar que Sam Bacile se trata de um pseudônimo. "Eu não sei muito. Falei com ele durante uma hora e não é israelense. E Terry Jones não está envolvido nisso. Sam Bacile é um pseudônimo e duvido que ele seja judeu. Eu suspeito que esta seja uma campanha de desinformação", sinalizou.
As autoridades federais chegaram a um estrangeiro de 55 anos, morador de Cerritos, cercanias de Los Angeles: Nakoula Basseley Nakoula. Ele está sendo investigado criminalmente pelo Departamento de Justiça. Nakoula, que já tem processos por fraudes bancárias, em 2010, na Califórnia, pelas quais foi sentenciado a 21 meses de prisão, está em liberdade condicional e proibido de usar computadores e a Internet por cinco anos. A violação da proibição deverá levá-lo de volta à cadeia.
Ortodoxo
Foi a Associated Press que, ao rastrear o telefone de Bacile (utilizado por ele para conceder a entrevista), chegou à residência de Nakoula, a qual rapidamente foi cercada não pela polícia, mas por quase todos os veículos da imprensa do Estado.
Nakola, que tinha se identificado como um cristão copta, foi imediatamente desmentido pela Igreja Ortodoxa Copta de Los Angeles, a qual negou qualquer envolvimento com o filme. Uma revista, "Backstage", localizou os atores do filme e descobriu algo estarrecedor. Eles pensavam estar trabalhando em um filme de aventura intitulado "Desert Warrior" e cujo enredo se passava no deserto do Oriente há 2 mil anos. Não se referia nada a Maomé ou a muçulmanos.
Uma das atrizes, Cindy Lee Garcia, em entrevista ao site TMZ, revelou que teve sua vida totalmente mudada após o lançamento do filme e ao ver a confusão pela mídia. Demitida do emprego, ameaçada de morte e obrigada a se esconder, ela ingressou na justiça de Los Angeles, na última quarta-feira, 19, com um processo contra Nakoula, alegando ter sido enganada ao integrar um filme "vil e condenável" quando tinha sido contratada para "um filme histórico de aventura ambientado no deserto árabe". Não satisfeita ao processar o produtor, está processando, também, o Google e o YouTube exigindo a retirada de qualquer material referente ao filme.
O YouTube bloqueou o acesso trailer de "The Innocence of Muslims" no Egito e na Líbia. Mas a confusão, ao que parece, está longe de ser encerrada. Agora, o igualmente polêmico noticioso Fox News, em reportagem, afirma que o ataque à embaixada estadunidense na Líbia não fora motivada pelo filme, mas sim, como uma comemoração aos ataques de 11 de setembro.
Scorsese
Desde 1988, quando Martin Scorsese realizou "A Última Tentação de Cristo", um filme não causava tanta violência. No caso da obra de Scorsese, grupos religiosos saíram às ruas, chegaram a lançar coquetéis molotov nos cinemas, como ocorrido na França, e países como México, Turquia, Argentina e Chile, entre outros, o proibiram.
Mas o tempo tratou de mostrar a injustiça e a incompreensão com a obra de Scorsese. Passado o ódio dos que se recusaram a assistir ao filme para avaliá-lo, hoje, livremente é exibida nos canais de televisão de todo mundo, é tido como um dos filmes mais religiosos da história do Cinema.
No caso de "The Innocence of Muslims" é diferente. Flagrantemente trata-se de uma provocação que apenas abre e reabre as feridas entre Oriente e Ocidente. Caricaturas, filmes, 11/09 integram uma história de violência, ódio e provocação. Afora o 11/09, o filme e as charges, haverá outros desdobramentos?
A vida fugitiva de Rushdie
Chegou ontem às livrarias brasileiras o novo trabalho do escritor angloindiano Salman Rushdie. O livro das memórias, "Joseph Anton, foi mantido sob sigilo até o anúncio de seu lançamento mundial. A obra traz uma reconstituição do anos em que o autor se viu obrigado a viver escondido, sob a proteção do serviço secreto britânico.
Em 1989, Rushdie foi sentenciado à morte pelo aiatolá Khomeini, ditador iraniano que incitou seus fieis a assassinarem o escritor. O estopim foi o polêmico romance "Os Versos Satânicos". A cabeça de Rushdie foi posta a prêmio e ele e sua família viveram em diversas casas, por toda o Reino Unido. Neste período, os oficiais que o protegiam pediram para que ele criasse um pseudônimo. Foi aí que nasceu Joseph Anton, uma fusão dos primeiros nomes do escritor polonês de língua inglesa Joseph Conrad (1857 - 1924) e o contista russo Anton Tchecov (1860 - 1904).
O começo da peregrinação secreta de Salman Rushdie começou em 14 de fevereiro de 1989, quando recebeu um telefonema da repórter da BBC que o avisou da "fatwa", lançada pelo líder iraniano. Foi só no fim da década seguinte que a polícia inglesa relaxou a proteção - baseada em indícios que a "caçada" ao escritor perdera força. A liberdade só foi reconquistada em 27 de março de 2002, o dia em que, lembra o autor, a polícia londrina lhe comunicou que não havia mais necessidade da proteção que, de certa forma, o oprimiu por mais de uma década.
A coincidência do lançamento com os acontecimentos no Oriente Médio foram acidentais. Rushdie fez questão de diferenciar seu trabalho literário do filme que circula no YouTube, para ele, uma obra de ódio, sem pretensão artítistica.
O filme, para os muçulmanos, é tão ofensivo quanto às caricaturas de Maomé publicadas em 2005 por um jornal dinamarquês, que assim desencadeou uma semelhante onda de protestos e violência em vários países muçulmanos. As caricaturas, por sinal, reapareceram, agora no semanário do caricaturista francês Charles Hebdo, conhecido como Charb, que coloca mais lenha na fogueira dos protestos e fez a o governo aumentar a segurança e ampliar o policiamento nas ruas do país.
Na tentativa de apagar o fogo que ameaça se alastrar pelo Oriente Médio, o governo dos EUA empreendeu uma caçada aos realizadores da película, que, soube-se, foi exibida num cinema de Los Angeles, praticamente sem a presença do público.
O FBI chegou a um homem chamado Sam Basile, que seria o produtor. Basile teria investido US$ 5 milhões na produção, dinheiro este doado por mais de "100 investidores judeus" - segundo seu depoimento.
Entrevistado por telefone pelo Wall Street Journal e a Associated Press, Basile, um corretor imobiliário israelense-americano de 54 anos, nativo do sul da Califórnia, culpou a fragilidade do sistema de segurança da embaixada pela morte do embaixador do país na Líbia. Ele disse que seu filme é "político", mas não religioso.
"Este é um filme político. Os EUA perderam um monte de dinheiro e milhares de pessoas nas guerras no Iraque e no Afeganistão, mas estávamos lutando com ideias", disse o cineasta. Ele encerrou a entrevista afirmando que o Islã é "uma religião do ódio".
O site estadunidense localizou Steve Klein, ativista católico de Riverside, Califórnia, que trabalhou com consultor no filme de Basile, após assisti-lo, avisou-o que ele seria o próximo "The Van Gogh". Ele se refere ao polêmico cineasta alemão, antirreligioso fanático, assassinado em 2004 após ter escrito artigos para um jornal holandês citando Maomé como um pedófilo e ter feito um filme, "Submission", sobre a submissão dos muçulmanos ao profeta. Seu assassino, o terrorista Mohammed Bouyeri, foi no ano seguinte condenado à prisão perpétua, sem direito a condicional, por um tribunal dos EUA.
Porém, Klein deixou para o final da entrevista uma revelação que elucidou quanto ao responsável pelo filme, ao afirmar que Sam Bacile se trata de um pseudônimo. "Eu não sei muito. Falei com ele durante uma hora e não é israelense. E Terry Jones não está envolvido nisso. Sam Bacile é um pseudônimo e duvido que ele seja judeu. Eu suspeito que esta seja uma campanha de desinformação", sinalizou.
As autoridades federais chegaram a um estrangeiro de 55 anos, morador de Cerritos, cercanias de Los Angeles: Nakoula Basseley Nakoula. Ele está sendo investigado criminalmente pelo Departamento de Justiça. Nakoula, que já tem processos por fraudes bancárias, em 2010, na Califórnia, pelas quais foi sentenciado a 21 meses de prisão, está em liberdade condicional e proibido de usar computadores e a Internet por cinco anos. A violação da proibição deverá levá-lo de volta à cadeia.
Ortodoxo
Foi a Associated Press que, ao rastrear o telefone de Bacile (utilizado por ele para conceder a entrevista), chegou à residência de Nakoula, a qual rapidamente foi cercada não pela polícia, mas por quase todos os veículos da imprensa do Estado.
Nakola, que tinha se identificado como um cristão copta, foi imediatamente desmentido pela Igreja Ortodoxa Copta de Los Angeles, a qual negou qualquer envolvimento com o filme. Uma revista, "Backstage", localizou os atores do filme e descobriu algo estarrecedor. Eles pensavam estar trabalhando em um filme de aventura intitulado "Desert Warrior" e cujo enredo se passava no deserto do Oriente há 2 mil anos. Não se referia nada a Maomé ou a muçulmanos.
Uma das atrizes, Cindy Lee Garcia, em entrevista ao site TMZ, revelou que teve sua vida totalmente mudada após o lançamento do filme e ao ver a confusão pela mídia. Demitida do emprego, ameaçada de morte e obrigada a se esconder, ela ingressou na justiça de Los Angeles, na última quarta-feira, 19, com um processo contra Nakoula, alegando ter sido enganada ao integrar um filme "vil e condenável" quando tinha sido contratada para "um filme histórico de aventura ambientado no deserto árabe". Não satisfeita ao processar o produtor, está processando, também, o Google e o YouTube exigindo a retirada de qualquer material referente ao filme.
O YouTube bloqueou o acesso trailer de "The Innocence of Muslims" no Egito e na Líbia. Mas a confusão, ao que parece, está longe de ser encerrada. Agora, o igualmente polêmico noticioso Fox News, em reportagem, afirma que o ataque à embaixada estadunidense na Líbia não fora motivada pelo filme, mas sim, como uma comemoração aos ataques de 11 de setembro.
Scorsese
Desde 1988, quando Martin Scorsese realizou "A Última Tentação de Cristo", um filme não causava tanta violência. No caso da obra de Scorsese, grupos religiosos saíram às ruas, chegaram a lançar coquetéis molotov nos cinemas, como ocorrido na França, e países como México, Turquia, Argentina e Chile, entre outros, o proibiram.
Mas o tempo tratou de mostrar a injustiça e a incompreensão com a obra de Scorsese. Passado o ódio dos que se recusaram a assistir ao filme para avaliá-lo, hoje, livremente é exibida nos canais de televisão de todo mundo, é tido como um dos filmes mais religiosos da história do Cinema.
No caso de "The Innocence of Muslims" é diferente. Flagrantemente trata-se de uma provocação que apenas abre e reabre as feridas entre Oriente e Ocidente. Caricaturas, filmes, 11/09 integram uma história de violência, ódio e provocação. Afora o 11/09, o filme e as charges, haverá outros desdobramentos?
A vida fugitiva de Rushdie
Chegou ontem às livrarias brasileiras o novo trabalho do escritor angloindiano Salman Rushdie. O livro das memórias, "Joseph Anton, foi mantido sob sigilo até o anúncio de seu lançamento mundial. A obra traz uma reconstituição do anos em que o autor se viu obrigado a viver escondido, sob a proteção do serviço secreto britânico.
Em 1989, Rushdie foi sentenciado à morte pelo aiatolá Khomeini, ditador iraniano que incitou seus fieis a assassinarem o escritor. O estopim foi o polêmico romance "Os Versos Satânicos". A cabeça de Rushdie foi posta a prêmio e ele e sua família viveram em diversas casas, por toda o Reino Unido. Neste período, os oficiais que o protegiam pediram para que ele criasse um pseudônimo. Foi aí que nasceu Joseph Anton, uma fusão dos primeiros nomes do escritor polonês de língua inglesa Joseph Conrad (1857 - 1924) e o contista russo Anton Tchecov (1860 - 1904).
O começo da peregrinação secreta de Salman Rushdie começou em 14 de fevereiro de 1989, quando recebeu um telefonema da repórter da BBC que o avisou da "fatwa", lançada pelo líder iraniano. Foi só no fim da década seguinte que a polícia inglesa relaxou a proteção - baseada em indícios que a "caçada" ao escritor perdera força. A liberdade só foi reconquistada em 27 de março de 2002, o dia em que, lembra o autor, a polícia londrina lhe comunicou que não havia mais necessidade da proteção que, de certa forma, o oprimiu por mais de uma década.
A coincidência do lançamento com os acontecimentos no Oriente Médio foram acidentais. Rushdie fez questão de diferenciar seu trabalho literário do filme que circula no YouTube, para ele, uma obra de ódio, sem pretensão artítistica.
FONTE:DIÁRIO DO NORDESTE.
Acho isso uma puta IDIOTICE! Bando de gente q é fanatico a uma religião arcaica; ja morreram 3 pessoas no consulado americano. Que tipo de religião é essa q nao valoriza a vida humana
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