No universo do Ultimate Fighting Championship (UFC), toda defesa de cinturão é propagada sob a promessa de “melhor luta de todos os tempos”. Mas, de fato, o embate entre o brasileiro Anderson Silva, campeão na categoria peso-médio, e o norte-americano Chael Sonnen não ganhou o slogan de “luta do século” à toa.
O confronto desta noite, em Las Vegas, Estados Unidos, pelo UFC 148, é a décima defesa de cinturão de Anderson Silva, que detém o posto de melhor da sua categoria há quase seis anos. Justamente contra o lutador que mais perto chegou de ameaçar seu reinado.
Sonnen, até mais do que técnica no octógono, tem talento para tentar desestabilizar os adversários com declarações polêmicas, em tom de desprezo ou deboche com os oponentes. E essa característica se intensificou às vésperas da luta.
“Ele pode acreditar em respeito e em todas essas outras coisas bregas que ele diz só para ganhar seu pagamento. Eu não vou fazer reverência a ninguém e não me escondo atrás de um personagem como ele”, disparou o norte-americano.
Depois de ouvir muitas provocações calado, Anderson Silva deixou o tom habitualmente tranquilo para trás e atacou o adversário na coletiva de imprensa pré-evento:
“Acabou a brincadeira. Não tem mais falação. Ele pode continuar falando essas bobagens, mas no sábado as coisas vão mudar. O Chael, em outras palavras, está ferrado”, prometeu.
Resta saber quem vai conseguir transformar as ameaças em vitória. Na análise de cartel, Silva é favorável, com 29 vitórias e só quatro derrotas; enquanto Sonnen tem um currículo um tanto mais acanhado, com 28 vitórias, 11 derrotas e um empate.

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